O SEGUNDO FILHO

Claro que no meu caso meu segundo filho veio triplicado, mas a experiência é a mesma…
PhotoGrid_1519595920229Quando temos um segundo filho, não podemos dizer que é mais fácil ou mais difícil, mas podemos afirmar que tudo “flui” melhor, a começar pela gestação! Com nossa experiência anterior, já estamos emocionalmente mais preparadas para os altos e baixos da gravidez, aqueles dias em que estamos super animadas e com pique pra fazer muitas coisas e aqueles dias em que tudo que queremos é a nossa cama!
Conseguimos administrar melhor a compra do enxoval, optamos por um chá de bebê mais light e pedimos fraldas, sim, fraldas são o melhor presente! Ao saber o sexo do bebê, se for igual ao primeiro, está ótimo pois serão companheiros e se você guardou roupinhas vai economizar. Se for o oposto, será maravilhoso explorar um mundo novo e fazer compras!
Já sabemos que uma série de itens são superfulos e investimos em tudo que é mais prático e que realmente será necessário. Nos cuidamos melhor pois já conhecemos as sensações e o efeito sanfona, além disso, temos outra pessoinha pra cuidar e não podemos simplesmente nos afundar em desejos de comer um pote de brigadeiro com pipoca!!
O parto e o pós parto também não são mais bichos de sete cabeças… o puerpério não assusta tanto. Ficar menstruada mais de um mês e usar calçolas e cintas já não nos deixam tão irritadas. A amamentação se rolar de primeira ótimo, se não rolar a gente tem mais paciência. Mamadeira não é mais um ser aterrorizador, ela é parceira!
Mas e o primeiro filho? Rola o ciúmes, sempre!! Se não começa na gestação, se desenvolve com o nascimento do segundo ou quando ele começa a fazer gracinhas lá pelos 3 meses e o primeiro percebe no seu olhar de encantamento que o mundo dele foi invadido por um ser abominável que sequestrou a mamãe! Rola amor e carinho também… beijinhos, afagos, abraços e fotos.
Ahhh, as fotos. Com o primeiro são milhares, com o segundo são dezenas! Primeiro porque com dois filhos você tem menos tempo pra se dedicar exclusivamente a clicar qualquer movimento muscular do seu filho, segundo, porque já vai saber o que realmente vale a pena ser registrado pra depois não ter que viver o dilema de excluir fotos do celular lotado!
Já sabe mais ou menos quando vem o primeiro sorriso, o primeiro gugu-dada, o primeiro dentinho, os primeiros passos, o primeiro tombo! Já é expert em fazer um “up” em toda decoração e modificar a disposição da mobília pra ter mais espaço para duas criaturas exploradoras e altamente bagunceiras! Já não se incomoda tanto com o vômito manchando o sofá, com o suco que caiu no tapete, aliás, ele logo é trocado por um lindíssimo, feito do mais puro e colorido EVA. Suas roupas gorfadas já fazem parte do visual e seus cabelos se ajeitam perfeitamente em rabos de cavalo ou piranhas ornamentais!
Agora, quer saber o que realmente é mágico no segundo filho? O amor!! Você é incapaz de acreditar como seu coração pode amar igual, sem diferença, sem preferência. Com o tempo sua personalidade pode combinar mais com a de um filho ou do outro, mas o amor é dividido milimetricamente da mesma forma!
Momentos passam a ser coletivos. Não existe mais “olha como ele está dançando”. Passamos a curtir o “olha eles de mãos dadas, olha como brincam de pega-pega, olha como gostam de dormir juntos”… Ter um segundo filho às vezes é acidente, pode ser escolha ou poder vir multiplicado como foi o meu caso, mas com certeza, é uma delícia!!!!

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NÃO EXISTE FÓRMULA PRONTA

Hoje eu acordei pensando sobre minhas atitudes com meus filhos… os meninos que não desencantam esse desfralde, O Lelê que não mastiga, a Larissa que vive se rebelando e deu pra responder pra gente, o Lipe que morde e a Anna que provoca todo mundo e quando leva bronca se faz de vítima e chora até perder o ar. Tem dias que minha paciência está ilimitada e eu sento, abraço, converso. Tem dias que minha vontade é sair correndo e deixar todo mundo chorando. Já gritei, já coloquei de castigo, já tirei brinquedo, já conversei, já abracei, já fiz chantagem, já apelei aos céus.
Aí chegam os palpiteiros de plantão, psicólogos millenium, filósofos, sociólogos, monólogos, cheios de fórmulas e conceitos para educação dos filhos. É o seguinte: cada criança é uma criança, cada família é uma família, cada mãe é uma mãe e cada pai é um pai. Não existe fórmula pronta!! Não dá pra afirmar que se você der 3 pulinhos vai achar a solução…
É muito fácil escrever um texto lindo sobre educação de filhos ou sair floreando o discurso “sente e converse”. Ser mãe e ser pai é muito difícil. Ter um filho é uma responsabilidade grande, é um ser humano que estamos formando. Saber colocar limites, ensinar o certo e o errado, dar amor, carinho, educação, nutrir são tarefas que ocupam muito tempo pois envolvem observação, compreensão e principalmente dedicação.414-formulcerta
Deixar seu filho com uma babá, numa escola integral ou com um parente próximo, é uma escolha fácil para algumas mães, mas difícil para outras. Tem aquelas que precisam trabalhar fora e não podem passar mais tempo com seus filhos, tem as que não se importam mesmo e pagam para outros educarem. Tem pais que participam da criação e dão banho, trocam fraldas, fazem mamadeira, lavam uma louça, brincam comos filhos e tem outros que simplesmente escolhem não existir… Vamos ser sinceros, tem até quem tem filho para a sociedade ou por algum tipo de pressão, porque por eles mesmos, o melhor era não tê-los. E tem os filhos… crianças tranquilas, agitadas, obedientes, teimosas, únicas, com irmãos, choronas, que não dormem, e por aí vai!
Ultimamente não tenho conseguido aturar essas regras pré-formatadas. Tenho 4 filhos pequenos, 3 na mesma idade, mas todos diferentes. Trabalho dentro, mas faço trabalho pra fora. Não tenho empregada ou babá. Lavo roupa e louça que não são poucas, cozinho, arrumo a casa e tenho sempre a sensação de que acabei de fazer e que tá lá tudo de novo…
Queria sentar e brincar com meus filhos, poder rolar no chão, desenhar, dormir abraçadinhos, conversar. Queria me exercitar, colocar roupas bonitas, ter o cabelo alinhado e cor no rosto. Queria sentar com meu marido pra conversar, namorar, relaxar. Queria assitir um filme, tomar sol na piscina, passear no parque. Queria trabalhar em silêncio, me concentrar, render mais. Queria, mas nem sempre posso. Aí vem a culpa, um sentimento que explode aqui dentro e que abafo.
Abafo porque não tenho como mudar tudo isso, não tem uma fórmula que faça com que meus filhos levantem, sentem, comam, durmam e façam suas necessidades num tempo estipulado e de forma ordenada. A todo momento tem um gritando, chamando, chorando, fazendo birra, mijando, tossindo. É brinquedo espalhado, leite derramado, criança se batendo, cocô na cueca… e toda aquela cena linda da mamãe rolando no tapete felpudo com seu filho se desfaz como fumaça.
Chego a conclusão de que faço o meu possível. Infelizmente pode não ser o desejado pelos meus filhos, meu marido ou outras pessoas. Me informo, leio, converso, concordo, às vezes não concordo, adapto tudo à minha realidade… flexibilizo… crio alternativas. Às vezes dá certo, em outras não dá. A culpa não deixa de existir, mas fica lá adormecida num cantinho. Meu conselho para as mamães que podem se sentir assim é: faça o que seu coração mandar. Não existe fórmula pronta!

NATAL ORTODOXO RUSSO

É uma tradição familiar comemorarmos o Natal hoje também!
Ded Moroz é o Papai Noel russo, um personagem de conto de fadas que chega a cada ano novo para trazer os presentes de Natal para todos – desde adultos a crianças.
Normalmente, ele monta um troyka (um trenó puxado por três cavalos) e traz sua ajudante: sua neta Snegúrotchka, vestindo um casaco branco, azul ou prata e um chapéu de 8 pontas.
A árvore de Natal é chamada de árvore de Ano Novo, mas tem a mesma “cara” da árvore natalina com sua decoração colorida e iluminada.
Então aos amigos e família,
С праздником Рождеством Христовым!!!

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