BYE BYE MAMADEIRA

Tirando a mamadeira dos trigêmeos.

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Pois é… acredite quem quiser mas meus pequenos com 3 anos e meio ainda tomavam mamadeira pela manhã e a tarde. A Larissa deixou de tomar mamadeira antes dos 3 anos, mas com eles sendo em 3, confesso que a danada era bem prática pra mim. Mas chega uma hora que a gente tem que partir pra próxima, e no caso deles, o momento é “bye bye mamadeira”!
412_byemamadeiraHoje cedo os meninos acordaram como de costume pedindo a “dedeira”… dei dois copos de bico com leite. Nossa, revolta geral!!! Gritos, choro, desespero… o Lipe falava: “No quelo copo, quelo dedeira!” O Lelê gritava “Não, não, quelo na dedeira banca, não quelo azul”… foram uns 5 minutos de protestos até que o Lipe cedeu, pegou o copo e foi feliz tomar seu leite. Demos parabéns e elogiamos. O Lelê ficou olhando ainda chorando… sentou no sofá bravo e o papai foi com o copo até ele. Com cara de nojo deixou que o papai colocasse o copo na sua boca. Sentiu o leite e a fome falou mais alto… começou a tomar meio de contra gosto.
Eis que acorda a Anna… fiz o mesmo, só que ela já toma achocolatado… nossa, quando ela viu o copo começou a gritar e chorar também…só que com ela é mais fácil negociar… expliquei que já era uma mocinha como a Lari e que não precisava mais de mamadeira. Deixei ela escolher onde tomar e optou pelo copo da Frozen com canudo.
Agora a tarde como de costume todo mundo foi pro cineminha na minha cama e levei os copos de leite… a Anna aceitou de primeira e o Lipe reclamou mas quando viu a Anna tomando pegou o dele, tomou e repetiu… o Lelê pra variar deu show, mas eu não amoleci e uns minutinhos de insistência resultaram em dois copos de leite pro peito!!
Cada dia será mais fácil e logo nem lembrarão da mamadeira. Com a Anna era o último grande desafio. Com os meninos ainda tenho dois: tirar a fralda noturna e tirar a chupeta pra dormir. Uma coisa por vez, com calma e persistência!!

VOCÊS NÃO QUEREM TER FILHOS?

Quando um casal ouve esta pergunta, pode responder “Sim, queremos, estamos providenciando” ou “Não, ainda é muito cedo” e até mesmo “Não, optamos por não ter filhos”. Mas quando esta pergunta é para um casal que sofre de infertilidade, a resposta é muito difícil…
Primeiro, porque podem não querer que os outros saibam o que estão passando. Segundo, porque se responderem que sim, a pressão aumenta. E enfim, se responderem que não, estarão mentindo. Vivemos isso e passamos por muitas situações difíceis. Como nos casamos depois dos trinta anos, já ouvimos a pergunta no dia do casamento… claro que naquele momento não imaginávamos o que aconteceria e facilmente respondíamos que sim, só iríamos esperar um pouco e curtir a vida a dois para depois encher a casa de filhos!
411_teraofilhosApós 2 anos de casados, começamos a nos preparar para os filhos. Parei de tomar anticoncepcional, fizemos uma pequena reforma no apartamento e aguardamos o acontecimento. Após 6 meses de tentativas e eu com 34 anos, minha médica pediu alguns exames e tudo parecia normal. Quando completamos 1 ano ela não quis arriscar mais e pediu que procurássemos um especialista.
Claro que acreitamos que rapidamente tudo se resolveria… após a segunda FIV com resultado negativo, entendemos que não era tão simples. Como decidimos não contar a ninguém, cada encontro com família e amigos ficava constrangedor: “E aí, vocês não querem ter filhos?” Um olhava para o outro e discretamente dizíamos que estávamos tentando…
Após mais FIVs negativas decidimos contar sobre nossa infertilidade. Pra gente foi muito difícil pois aumentou a pressão e passamos a conviver com a especulação, palpites, conselhos e comentários, que muito mais nos incomodavam e entristeciam do que nos davam esperanças. Nos afastamos e vivemos nossa dor calados, nos apoiamos um no outro e combinamos que perguntas sobre filhos seriam ignoradas e respondida com um simples “Quando acontecer, acontecerá”.
Na maioria das vezes as pessoas não têm noção do que estamos passando e de forma alguma querem nos ferir, mas pela nossa situação de fragilidade acabamos sendo bombardiados e nos sentindo inúteis diante da situação. Eu mesma sempre tive o impulso de perguntar sobre filhos.
Quando estiver muito incomodada com as perguntas reflita e decida entre o casal a melhor resposta. Para alguns vocês podem simplesmente dizer que estão tentando, para outros serem um pouco mais específicos e contar seu problema e para quem tiver mais intimidade, explicar seus sentimentos de dor e tristeza.
Só quem já viveu o que vivemos compreende a intensidade deste sofrimento, mas sempre há alguém com quem podemos nos abrir e ajudar a aliviar este sentimento.