VAMOS DIVIDIR?

Não sei como é com vocês, mas aqui em casa esse papo de “vamos dividir” não funciona muito bem ainda… Alguns brinquedos geram verdadeiras guerras e sempre um acaba chorando, se machucando e o bendito vai pra dentro do armário! Sem contar na quantidade… eles brotam de todo lado e basta a gente organizar que em 5 minutos estão todos espalhados de novo…

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Alguns brinquedos são muito legais quando você tem um filho só ou dois em idades diferentes, mas com 4 pequenos praticamente da mesma idade, eles viram armas perigosíssimas! Por aqui brinquedos de madeira foram banidos, guardei ou doei todos: tambor, vassourinhas, carros, quebra-cabeças… sempre um saía com galo na cabeça ou um roxo na disputa. Brinquedos com pontas (mesmo arredondadas) também são proibidos aqui: espadas de plástico, tesouras, varinhas de fadas, baquetas.
As meninas são terríveis… querem sempre a mesma boneca, o mesmo bichinho, o mesmo colar, o mesmo anel. Já peço aos mais próximos para darem presentes iguais para as duas, até mesmo roupas, pois sempre, sempre dá briga. E quando à noite, na hora de dormir, elas querem os mesmos bichinhos? Dá-lhe negociação até aceitarem trocar ou tenho que dar uma de doida e ameaçar não dar nada!
Os meninos ainda são tranquilos entre eles… mas quando um deles encana com um brinquedo e o outro pega, sai uma briga absurda e eles partem um pra cima do outro mesmo, tenho que correr separar… Ainda não brigam por causa de roupas ou porque “seu carro é vermelho, o meu amarelo e eu quero o seu” como fazem as meninas, mas também peço presentes iguais pois logo chegarão a essa fase.
Todos dividem brinquedos aqui, mas alguns deles têm seus donos e a ordem é: se você quer brincar com algo que é do seu irmão, e ele está brincando, a prioridade é dele. Se ele quiser dividir tudo bem, senão, procure outro!
Acredito que devemos incentivar o compartilhamento dos brinquedos, mas também precisamos ensiná-los a respeitar a propriedade. Por aqui não tem brinquedo de menina e brinquedo de menino. Minhas filhas brincam de carrinho, trenzinho, bola e os meninos adoram as panelinhas e dar comida na boca das bonecas. Fico mais atenta se o brinquedo machuca ou pode gerar brigas e acidentes do que esta questão de gênero.
E por aí? Como andam os brinquedos?

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RETOMANDO A ROTINA

Há 3 semanas minha vida virou uma loucura com a internação do Alexandre por bronquiolite asmática. Ficamos 5 dias no hospital e em casa o papai administrou o caos com o Filipe também doente. Depois, os meninos ficaram mais uma semana de resguardo em casa por orientações médicas e emendamos uma semana de mini férias no hotel fazenda.
Esta semana, que maravilha, todos de volta à escola!!! Quer dizer, não está sendo tão maravilhoso…
Ontem foi uma choradeira só no carro orquestrada pela Anna e pelo Alexandre. Além disso tinha a cara feia da Larissa que estava brava por ter voltado de viagem e por ter perdido o passeio ao Parque da Mônica com a turma da escola. O Filipe era o mais tranquilão… até beijo na tia deu quando chegou na porta.

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O desfralde também deu uma desandada… até consegui manter as idas ao banheiro com o Alexandre no hospital, mas em casa o Filipe ficou mal acostumado usando fralda por mais tempo que devia, sem contar a chupeta que não saía da boca. No hotel fazenda foi um tal de xixi na calça a toda hora que decidi mantê-lo de fralda calça facilitando as idas ao banheiro e evitando acidentes em momentos inoportunos. O Lelê por sua vez está desfraldado durante o dia: vai ao piniquinho sozinho e faz xixi e cocô!!
Esta semana retomamos o desfralde do Lipe e o danadinho não fez um escape ontem com as tias da escola… realmente esta preguicinha dele tem cara de manha pro meu lado! O Lelê também deu uma boa evoluída na fala, está tagarelando mais e muitas palavras já são pronunciadas.
Hoje o show do Lelê se repetiu na chegada a escola… ele se agarra ao cinto da cadeirinha e fica repetindo: “não mamãe, não”. Dá peninha, mas sei que quando vê a tia e os amigos ele se diverte muito e está sempre bem quando vou buscá-lo. Esta semana teremos a primeira reunião de pais e professores… imagina eu que terei que conversar com cada uma das tias!! Calculo que ficarei umas 3 horas na escola… ossos do ofício!!

HOTEL FAZENDA MAZZAROPI

Tiramos mini férias esta semana depois de todo transtorno da internação do Lelê e crianças doentes… escolhemos o interior, mais especificamente a cidade de Taubaté para nos refugiar em um pequeno paraíso na terra!!
Eu já tinha ouvido falar do Hotel Fazenda Mazzaropi e do quanto é direcionado para famílias com crianças, mas foi a primeira vez que decidi orçar com eles. Sempre habituada a debater com os hotéis para conseguir hospedar toda minha família, um casal e quatro pequenos, me surpreendi logo de cara com a facilidade para conseguir quarto que acomodasse a todos. Pegamos 5 dias entre os feriados de Páscoa e Tiradentes, quando o local fica mais vazio e os preços mais convidativos! Não há muita flexibilidade de negociação de preço, sendo depósito de 40% na reserva e 60% divididos em 2 parcelas para 30 e 60 dias da saída do hotel, em cheque! Os gastos com serviços extras e bebidas deve ser pago em cheque ou dinheiro à vista no check-out. Eles cobram também 10% opcional de “Taxa de Qualidade” sobre o saldo no checkout.


Foi uma viagem rápida de São Paulo para Taubaté, 2h30 minutos e estávamos na porta do hotel. Logo na recepção já percebi a cordialidade e cuidado em nos deixar orientados sobre todo funcionamento do local. Há um livrinho explicativo com mapa do espaço, horários e entretenimento. O quarto era mega espaçoso, com uma cama de casal king, duas de solteiro e dois berços. Muitos espaços no armário, um banheiro bem confortável, equipado com banheira infantil, escadinha e redutor de vaso, e uma varanda com rede de balanço. Todos os quartos são acessíveis através de cartão magnético que também serve para registrar consumo durante estadia.
Tudo incluso: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. Bebidas, inclusive água mineral, eram cobradas à parte e achei o preço um pouco salgadinho: uma água mineral 500ml R$5,00 e cada suco de frutas R$10,00. O que me chamou atenção, e foi uma verdadeira mão na roda, foram as “Copinhas da Mamãe”: são espaços distribuídos pelas alamedas do hotel, equipados com tudo para o preparo de mamadeiras e papinhas 24 horas. Deixam à disposição e sem custo adicional leite integral, leite ninho em pó, aveia, achocolatado, açúcar, amido de milho, filtro com água fria e quente, geladeira, liquidificador, forno de microondas e fogão elétrico. Frutas e legumes para preparo de comidinhas podem ser solicitadas no restaurante a qualquer hora do dia.
Para quem tem 1 ou 2 filhos, talvez não seja algo que chame tando a atenção, mas pra gente com 4, foi maravilhoso ter monitores cuidando das crianças nos horário de almoço e jantar para que pudéssemos fazer nossas refeições em paz! Aliás, a equipe de monitores é nota 10… animados, atenciosos, carinhosos e muito divertidos!! A maioria das atividades é direcionada para crianças a partir de 3 anos e a Larissa ficava quase que o dia todo envolvida em alimentar bichinhos, andar a cavalo e de pônei, tirar leite da vaquinha, oficina de artes, brincadeiras de roda, contação de história, teatro… ufa! Eles deixavam ela no nosso quarto por volta das 22h00, dava banho e ela capotava!!! A Anna conseguiu ficar sozinha em algumas atividades com os monitores, mas como os meninos, participava de outras na nossa companhia.
O espaço é pensado 100% para crianças e seus pais… um casal jamais iria gostar de ficar no Mazzaropi! O restaurante serve pratos típicos caipiras e a comida é muito boa e em fartura. Achei interessante que o cardápio era sempre composto de saladas, sopas, massas (uma seca e uma recheada) e carnes (vermelha, frango, peixe). Diariamente tinha arroz branco, arroz integral e feijão para os pequenos, senti falta somente de uma proteína dirigida aos menorzinhos como uma carninha moída ou franguinho desfiado. Acabava tendo que picar miudinhas as carnes para os meninos. As sobremesas eram divinas e também variadas, tendo as normais, as diets e frutas. No café da manhã o diferencial eram os alimentos sem glútem e sem lactose.
O conjunto de entretenimento era bem variado e mesmo nos dias friozinhos que pegamos, conseguimos curtir o parque aquático, composto de 4 piscinas, sendo uma totalmente fechada e aquecida onde meus filhos se divertiram sem medo de “ventinhos”. A brinquedoteca era um arraso, muito bem montada com brinquedos para várias idades e total segurança com piso em EVA e colchões na aterrissagem dos escorregadores. Na área externa um “brinquedão” muito gostoso com escalada, escorregas, ponte em um piso todo emborrachado. Mais 2 parquinhos compunham a área externa, com brinquedos em madeira extremamente bem conservados. Incluso nas diárias ainda tínhamos mini-golf, passeio a cavalo, pescaria, quadras de volei e futebol, pista de bocha, sauna, academia, hidromassagem, trenzinho e o museu Mazzaropi. Pagos à parte: passeio de pedalinho, passeio de bicicleta, massagem e arvorismo.
Me senti muito segura em deixar as crianças mais soltas principalmente depois que verifiquei a limpeza do lugar. Existem banheiros espalhados por todo complexo e todos que entrei estavam impacavelmente limpos, sem uma teia de aranha sequer! Vários pontos de água filtrada com copos descartáveis e trocadores para os pequenininhos. Toda equipe do hotel fica atenta às crianças e podemos colocar pulserinhas identificando-as, e quem se perde é rapidamente anunciado nos auto-falantes. Mesmo quando chove, existem espaços fechados e por todo hotel existem passarelas cobertas e rampas para passagem de carrinhos.
Existem animais soltos por todo canto: coelhos, galinhas, pássaros, pavões, perus, galinhas d’angola… são dóceis e as crianças ficaram encantadas. No laguinho puderam alimentar os peixes e depois alimentaram coelhos e a turma do galinheiro. Tirara leite da vaquinha, acariciaram o bezerrinho e pegaram coelhinhos no colo. A Lari pescou um peixão e tomou um susto… achou mais legal pescar os peixes “bebês”!! Claro que todos voltavam para o laguinho. A Anna ficou com medo dos bichinhos e nem quis chegar perto. O Lipe e o Lelê adoraram correr atrás das galinhas e dos coelhos. Foi muito gostoso uma tarde acordar do sonhinho e receber um coelho na nossa varanda! Nosso quarto ficava de frente para o campo dos cavalos e os meninos adoravam ficar olhando os bichos correrem de um lado para o outro.
Na saída a Lari recebeu suas “artes” como recordação e ganhamos lembrancinha do hotel: um pote de doce de leite, um pacote de bolachinhas com goiabinhas e água para a viagem. Voltaremos com toda certeza pois foi o lugar onde nos sentimos mais tranquilos e acolhidos com todos os recursos para as crianças. Obrigada a toda equipe do Hotel Fazenda Mazzaropi com um especial agradecimento aos monitores que cuidaram da nossa trupe com tanto carinho: tio Johnny, tia Paulla, tia Pipoca e tia Beterraba!
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COMO FALAR DE MORTE COM AS CRIANÇAS

Felizmente nunca enfrentamos o luto com nossos filhos, mas nos deparamos constantemente com perguntas sobre entes que já partiram, como no nosso caso, minha irmã e meu pai, pessoas que sempre veem em fotos ou nos ouvem falar, mas não conheceram.
É um tema muito delicado e difícil de ser falado, e se é difícil para nós, adultos, imagine para as crianças. Como toda nova experiência, pode ser bastante confuso e assustador para elas e quando acontece, seja com o bichinho de estimação ou com um ente querido, as crianças precisam de todo nosso apoio e, principalmente, de nossa sinceridade gerando confiança.
Luto é um processo e não um evento. Isso quer dizer que demanda tempo e cada criança precisará do seu para superar sua perda. Pressionar a criança a voltar a ter “vida normal”, sem dar o tempo necessário, implicará em outros problemas ou reações negativas.
Quem nos explica melhor como enfrentar a situação é o Dr. Carlo Crivellaro, Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e Membro da Highway to Health International Healthcare Community:

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“Muitos pais têm dúvida de quando começar a falar sobre o assunto ou então preferem nem falar. Deixar de falar não é a melhor solução, pois a morte é algo que faz parte da vida de todos nós. Ela está nas plantas, nos bichinhos, nos amigos e familiares. A melhor época para falar sobre o assunto é quando a situação acontecer, e essa situação pode ser a morte de alguém querido ou o questionamento da criança sobre o porquê a florzinha do vaso morreu. Nunca fuja do assunto quando a criança quiser conversar sobre o tema.
Entre 5 a 7 anos, a criança começa a entender melhor como relacionar sua vida com o mundo. Então, automaticamente, ela conseguirá relacionar a morte com algo que ela perdeu, como um brinquedo, por exemplo. A morte faz parte do ciclo da vida. Uma ótima maneira de preparar seu filho de maneira simples é ensiná-lo desde pequeno com exemplos práticos. Plante uma semente e vá mostrando como ela nasce, cresce e morre. Lembra daquele feijãozinho plantado no algodão que todos nós fizemos na escola? Pode ser um ótimo aliado neste momento. O mais importante desta experiência é mostrar que esse processo é natural e que independe de ele ter cuidado direitinho da planta.
Há três itens em relação à morte que a criança precisa entender: tudo que é vivo vai morrer um dia; quando morre não volta mais; depois que morre, o morto não sente dor, não corre, não sente medo, não dorme, não pensa, não age mais.
Crianças até 3 anos não conseguem perceber claramente isso, mas entendem que não brincarão mais com a tia, ou que o avô não a buscará mais na escola. As mais velhas percebem que a morte é algo natural, mas precisarão de explicações concretas para entendê-la. Só a partir de 12 anos é que a criança consegue entender completamente todo o processo.
Nunca associe morte com sono! Para contar à criança que alguém morreu, o melhor é não mentir e nem contar historinhas do tipo: ‘ele dormiu para sempre’, ‘descansou’, ou ‘fez uma longa viagem’. As crianças entendem as frases exatamente como são ditas, e isso pode causar confusão na cabecinha delas. Podem achar que a vovó que morreu está apenas dormindo e vai acordar a qualquer momento e chegar em casa, ou que todo mundo que viaja nunca mais volta, ou quando o papai chegar e disser que está cansado, ela vai achar que ele vai dormir e morrer. Aliás, a própria criança pode começar a ter medo de dormir e não acordar mais. Se disser que ‘fulano virou uma estrelinha’, a criança vai acreditar e, quando olhar para o céu, irá achar que todas as estrelas são pessoas mortas.
Se um ente querido estiver muito doente a criança deve saber o que está acontecendo. Por mais nova que ela seja, irá perceber o clima da casa. Explique que a pessoa está doente e que é grave. Se caso a pessoa morrer, nunca chegue para a criança contando o que aconteceu de repente. Comece a conversa relembrando do ciclo da vida da plantinha, daquele feijãozinho que vocês plantaram. Encare como uma discussão em aberto, e não como um discurso! Dê espaço para a criança tirar as suas dúvidas. Comece com fatos básicos, descubra o que a criança sabe e pensa, para decidir o quanto mais de informação ela tolera. Nem todas as crianças suportam muitos detalhes. Mais uma vez: a criança precisa de apoio e sinceridade.
Nunca esconda seus sentimentos. Não queira passar a imagem de que está tudo bem. Ao contrário, exponha suas emoções, pode chorar e dizer que será difícil para todos da família. Isso fará a criança perceber que o que ela está sentindo é normal. Demonstre que, como a criança, você também sente saudades e está sofrendo, e deixe que ela fale sobre os seus sentimentos. Garanta que ela não está sozinha, e sempre haverá alguém para cuidar dela, principalmente se a perda for de um dos pais. E tenha paciência, pois é possível que ela pergunte as mesmas coisas várias vezes.
É natural que a criança apresente mudanças de comportamento após a notícia da morte de alguém com quem convive. Além do choro e da raiva, pode começar a ir mal na escola, ficar hiperativo ou fazer xixi na cama. Considere ajuda da escola e até de um psicólogo. É importante que a criança sinta que tem apoio e atenção também dos colegas e professores.
Outra dúvida comum é se a criança deve ir a velórios ou enterros. Não se deve forçar, mas a criança pode se beneficiar de participar junto com os adultos. Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. Os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças. Explique muito bem antes como é o velório ou o enterro, e pergunte se ela quer ir. A criança precisa saber antes que será triste, e que muitas pessoas estarão chorando. Não decida pela criança que ela deve ficar de fora, mas também não a obrigue a ir se ela não quiser, e não deixe que se sinta culpada se não for.
O mais importante de tudo é sempre agir com honestidade, com a verdade, para que seu filho possa sempre confiar em você. Se não souber responder a alguma pergunta, não tem nenhum problema em dizer ‘não sei’. Buscar as respostas junto com seu filho poderá uni-los ainda mais. Quando procurar ajuda profissional? Em casos de raiva ou hostilidade excessivas, ou quando a criança não expressa nenhum luto, ou em casos de depressão ou ansiedade que interferem nas atividades diárias, durando semanas ou meses.”
#maedeproveta #maedemuitos #trigemeos #triplets #lutoinfantil#drcarlocrivellaro

SEXUALIDADE INFANTIL

Comecei a observar que, desde que iniciamos o desfralde dos meninos, eles estão escolhendo brincadeiras mais prazerosas. Os meninos querem brincar de cavalinho nos nossos pés e pernas e já vi os dois agarrando as meninas e fazendo movimentos com os quadris.
Sei que a sexualidade infantil começa bem cedo e pesquisei mais a respeito para saber como lidar com este comportamento. Uma dica que nossa pediatra deu foi não brigar com as crianças, conversar e explicar que sabe que aquilo que está fazendo é gostoso, mas não deve ser feito na frente dos outros e pode machucar. Pediu que quando víssemos os meninos grudados nas meninas, que os retirássemos e disséssemos com calma que não podem fazer aquilo, que pode machucar a irmã.
É uma situação constrangedora ter que lidar com esse comportamento. Com a Larissa já converso há algum tempo e comecei a falar para a Anna também. Agora é a vez do Lipe e do Lelê aprenderem a lidar com sua sexualidade e entender como se comportar.
Por aqui explicamos que os meninos têm “pipi” e as meninas têm “piriquita”. Ensinamos que podemos brincar com os nossos, mas não devemos brincar com os dos outros. Já separamos os meninos e as meninas na hora do banho e a própria Lari já toma banho sozinha com nossa supervisão.
Encontrei no site “Ninguém cresce sozinho” um material interessante sobre o assunto.

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A sexualidade infantil dos 3 aos 6 anos de idade

A curiosidade e os questionamentos referentes à sexualidade surgem desde muito cedo na vida das crianças. A partir dos três anos elas ficam cada vez mais instigadas pelas descobertas no próprio corpo e no ambiente em que vivem. Sem pudor, muitas delas passam a exibir seu corpo desnudo, brincam na hora de fazer xixi, tomam banho juntas, pedem companhia na hora de evacuar, com a mesma naturalidade com que disparam uma infinidade de perguntas sobre a sexualidade humana: Por que o pipi do papai tem pelo e é maior que o meu? Tem nenê na barriga daquela moça? Como ele foi parar lá dentro? Eu posso namorar o papai? O que é transar?

A partir do momento em que as crianças são desfraldadas, elas passam a explorar mais seus genitais e região anal. Meninos percebem sua ereção e as meninas descobrem que a manipulação do clitóris pode ser muito gostosa. No escorregador, na cadeira, cruzando as pernas, sentados como índios e passando os pés no próprio genital, fazendo cavalinho na perna de um adulto, etc., as crianças se dão conta das sensações prazerosas vindas destas partes do corpo e, por isto, tendem a repeti-las sempre que possível, a sós ou em público.

Muitos adultos, contudo, não encaram a masturbação infantil como algo inerente ao desenvolvimento humano; ficam bastante desconfortáveis diante dela e, como resultado, usam palavras ou gestos repressores para impedir a exploração que a criança faz do próprio corpo. Nessas situações, é importante que possam refletir sobre os incômodos resultantes do gesto da criança e avaliar se o desconforto sentido refere-se a questões pessoais em relação à sua própria sexualidade.

Se a criança “brinca” sozinha com suas partes íntimas em momentos pontuais e a brincadeira não causa incômodo a outras pessoas, nem a exclui de determinadas situações, não tem por que interrompê-la. No entanto, é importante pontuar para a criança que a masturbação não pode ocorrer em qualquer lugar e nem com a participação de outras pessoas. Uma forma de traçar os limites do que é socialmente aceito ou não, é verbalizar que por mais gostoso que seja brincar com os próprios genitais ou ânus, esta é uma brincadeira que se faz sozinho e sem objetos que possam machucar.

No contexto da pesquisa sexual infantil, vale ressaltar que, assim como brincar com o próprio corpo é algo que os pequenos gostam muito, a maioria das crianças manifesta o desejo de também conhecer e explorar as partes íntimas de outras pessoas: querem olhar, saber como é e até mesmo tocar no corpo dos mais próximos. Por este motivo, é importante que o adulto possa reconhecer nas atitudes da criança a diferença entre a curiosidade infantil que pode estar por trás do desejo de ver e tocar outros corpos e a tentativa de obtenção de prazer a partir do corpo do outro.

No primeiro caso, poder dar espaço e suporte para que as investigações sexuais da criança aconteçam não só é desejável, como também é essencial para seu desenvolvimento. Já quando o toque é uma tentativa de obtenção de prazer a partir do corpo de uma outra pessoa, especialmente se esta não tiver a mesma idade dela, a curiosidade extrapola o limiar do que a própria criança é capaz de lidar tanto do ponto de vista da maturidade corporal quanto do ponto de vista emocional. Nestas situações, é fundamental que o adulto intervenha evitando tal contato. Deixar a criança roçar os genitais na perna de um adulto, ou algo semelhante, por exemplo, é, mesmo que sutilmente, autorizá-la a ter prazer sexual com um adulto.

Quando tal comportamento é observado, este pode ser um bom momento para começar a apontar para a criança os limites entre o próprio corpo e o corpo do outro, e ainda, sobre a necessidade de autorizar e também pedir autorização na hora de tocar alguém.

Retomando à curiosidade saudável, as crianças questionam e investigam as diferenças entre homem e mulher, menino e menina. Através do faz de conta, elas representam e experimentam papéis de mãe, pai, esposa, marido. Elas brincam de médico, despem bonecas e dão banho, brincam de papai e mamãe que se beijam, pela simples curiosidade sobre as diferenças sexuais e de gênero característica desta faixa etária. Imitam e repetem o que veem, ouvem e observam em casa, na escola, nos meios de comunicação e em outros espaços de convivência. Falam em namorado e querem beijar na boca dos pais ou dos amigos, porém, sem a conotação sexual dada pelo adulto. Podem revelar, ainda, a curiosidade pelas cenas do ato sexual (observadas na vida real ou criadas em sua fantasia).

Meninos e meninas estão sempre juntos, sem muita distinção ou grupinhos diferenciados pelo sexo: brincam de casinha, onde ambos podem ser o papai ou a mamãe, jogam bola, dirigem carrinhos, dentre outras brincadeiras.  Nesta idade não existe atitude, roupa ou brinquedo de menina ou menino. Aqui, o que vale é a oportunidade de experimentação; isto significa que meninos, por exemplo, não são ou serão gays apenas porque desejam passar batom ou preferem brincar com meninas. Do mesmo modo como vestem fantasias e se imaginam super-heróis, as crianças também experimentam o sexo oposto.

Entre tantas perguntas que surgem em busca de orientação e esclarecimento, vale a regra das respostas verdadeiras, claras, objetivas e pontuais, de acordo com a maturidade e a curiosidade expressada pela criança. A falta de informação ou inverdades (vindas de dentro ou de fora de casa) acabam por inibir a busca de conhecimento saudável vivido pelas crianças. Isto não significa que devemos responder a elas absolutamente tudo sobre o assunto questionado, nem de imediato (quando não é possível). Informação em excesso pode “bagunçar” a cabeça da criança. É importante estar atento para identificar aquilo que ela realmente quer saber. Procure responder somente o que lhe foi perguntado; caso ela se interesse mais pelo assunto, ou não tenha compreendido a explicação, não se preocupe, ela fará uma nova pergunta na sequência ou em outra ocasião. Acolher o interesse da criança, além de promover seu desenvolvimento afetivo e cognitivo, propicia o fortalecimento da relação de confiança mútua entre ela e seus adultos de referência.

Sendo assim, quando o assunto é sexualidade não podemos esquecer que:

  • As conversas sobre sexualidade devem ocorrer naturalmente como qualquer outra que temos com as crianças, o que nem sempre é fácil. Porém, se conseguirmos nos despir dos sentidos eróticos que damos para muitas situações poderemos escutar as crianças mais tranquilamente, e assim conversar sobre suas investigações e descobertas sem tanta dificuldade.
  • Julgamentos e preconceitos, sempre que possível, devem ser deixados de lado para que a sexualidade não seja vista como tabu.
  • Cuidar do corpo é proteção e não apenas garantia de higiene. Para isso, é preciso ensinar à criança noções de intimidade, público e privado – até onde ela pode ir com seu próprio corpo, com o corpo do outro e o outro pode ir com o corpo dela.
  • É fundamental respeitar a privacidade da criança quando ela sinaliza vergonha ou outro desconforto diante de assuntos relacionados à sexualidade ou dor.
  • Criança é criança, não devendo ser exposta à sexualidade vivida pelo adulto (no banho, no quarto com os pais ou de irmãos mais velhos, na televisão, nas músicas e danças sensuais, dentre outros ambientes e situações). Estes estímulos geram precocidade e deixam-nas vulneráveis.
  • Existe um limite entre o que é espontâneo e natural para cada fase da sexualidade infantil e o que vai além, como se masturbar com muita frequência, querer ter seus genitais acariciados por outra pessoa, se interessar excessivamente por questões ligadas à sexualidade, repetir cenas sexuais de conteúdo adulto, não ter interesse nenhum pela sexualidade humana, entre outras. Estas situações merecem atenção especial.
  • Entre inibir as manifestações sexuais das crianças e estimular aquilo que não pertence às etapas de seu desenvolvimento existe um espaço grande, no qual discernimento e orientação com afeto se fazem necessários, permitindo a manifestação das descobertas, da exploração, do prazer e dos sentimentos envolvidos nestes momentos de intimidade da criança para com ela mesma.

Fonte: A sexualidade infantil dos 3 aos 6 anos de idade – Veronica Esteves de Carvalho – http://ninguemcrescesozinho.com.br

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DOR DO CRESCIMENTO

Ultimamente a Larissa tem reclamado muito de dores no joelho e na “perna de baixo” (panturrilha), principalmente pela manhã ao acordar. Como não manca, não tem febre e nem inchaço local, chegamos ao diagnóstico de que ela está crescendo e dos 3 aos 8 anos, isso dói!
A matéria da revista Crescer explica bem esta fase e como devemos enfrentá-la.

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Crescer dói? Em muitos casos, sim. A chamada dor do crescimento é mais comum do que se imagina. Ainda bem que estratégias simples, como massagens e uma boa dose de atenção, costumam ser suficientes para livrar a criança do incômodo. Fique por dentro!

O que é a dor do crescimento?
É uma sensação dolorosa recorrente, sem causa específica, que recebeu esse nome por se manifestar em uma fase crucial do desenvolvimento físico – especialmente entre 3 e 8 anos. Os médicos acreditam que de 5% a 15% da população infantil enfrente o problema pelo menos uma vez na vida. O índice, já considerado alto, pode ser ainda maior. Pesquisas realizadas em universidades estrangeiras chegam a apontar prevalências de 40%.

Quais são as causas?
Há várias teorias, entre elas, a de que os ossos cresceriam mais rápido do que os músculos e tendões, sobrecarregando-os. Mas não há confirmação científica. Também existe a hipótese de que se trate de uma fadiga muscular, provocada pelo excesso de atividade física e de brincadeiras ao longo do dia, que pode ser agravada pelo estresse, comum em períodos de provas escolares ou de conflitos emocionais e familiares. Há, ainda, a desconfiança de que o sintoma seja hereditário, já que a maioria dos pais de crianças como problema também o encarou na infância.

Em que partes do corpo é mais frequente?
Nos membros inferiores, principalmente na região da panturrilha, atrás dos joelhos e nas coxas. Em 10% a 20% dos casos, pode afetar simultaneamente os braços e as pernas. Quase metade das crianças acometidas frequentemente por essa sensação (de 30% a 50% delas) pode manifestar dor de cabeça associada.

O exame clínino é suficiente para detectá-la? 
Normalmente, sim, porque essa avaliação permite um diagnóstico por exclusão. Ou seja, durante a consulta, o médico examina o corpo em busca de indícios como inchaço, manchas e aumento da temperatura local, que estão por trás de outras doenças, como as inflamatórias. Na ausência deles, o especialista pode concluir que se trata de dor do crescimento. Se ele julgar necessário, solicitará exames complementares de sangue ou de imagem.

Quais as principais características do desconforto?
Ele geralmente aparece no final da tarde ou no começo da noite, quando a musculatura relaxa e esfria, após um dia de atividades. Mas, embora seja incomum, pode se manifestar mais tarde. Algumas crianças sofrem o bastante para acordarem chorando. Mesmo que no dia seguinte amanheçam livres da dor, não significa que estavam fazendo manha. A queixa deve ser sempre valorizada pelos pais. Frio, estresse agudo, como por causa de brigas ou bullying na escola, e exercícios físicos intensos, que impedem a musculatura de relaxar, costumam intensificar a sensação. Na maior parte das vezes, o sintoma regride espontaneamente. É por isso que os pediatras evitam prescrever medicamentos.

Como aliviar os sintomas?
Uma pesquisa conduzida pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que o acolhimento é eficaz em 80% dos casos. Ou seja, basta conversar com seu filho, tranquilizando-o, enquanto faz massagens com álcool gel ou aplica uma bolsa de água morna na região dolorida. Quando essas medidas não funcionam, os médicos costumam recomendar exercícios de alongamento, preferencialmente orientados por um fisioterapeuta, além de natação, que é uma atividade de baixo impacto. O objetivo é reduzir o número de episódios dolorosos e evitar o uso de medicamentos. No entanto, em situações raras, o especialista pode prescrever analgésicos caso ele julgue necessário.

É possível evitar que o incômodo apareça?
Sim. Poupar a criança de situações estressantes e estimular a prática de atividade física de baixo impacto, que fortaleça a musculatura, são as principais precauções.

Os episódios da dor se repetem por muito tempo?
Varia de criança para criança, mas, via de regra, eles acontecem uma vez por semana,
ao longo de um ano.

E podem atrapalhar a vida escolar?
Não. Embora comprometam o bem-estar da criança, a dor não chega a exercer um impacto significativo na qualidade de vida. Se isso acontecer, o melhor é conversar com o médico para descartar outras complicações ou seguir em tratamento, se for o caso.

Como diferenciar a dor do crescimento de um problema mais sério?
A dor do crescimento não desencadeia febre, inchaço, vermelhidão, perda do apetite, apatia, cansaço, nem leva a criança a mancar. Na presença desses sintomas, é preciso procurar o pediatra ou um ortopedista para investigar possíveis doenças ortopédicas, inflamatórias ou até mesmo a presença de um tumor.

Quais doenças podem ser confundidas com a dor do crescimento?
É possível confundir os sintomas com os da fibromialgia, uma doença caracterizada por dor generalizada, que, em 20% dos casos, começa a se manifestar antes dos 8 anos. Ou da síndrome da hipermobilidade articular, que surge em crianças com maior frouxidão dos ligamentos, após atividades como balé ou ginástica olímpica, que são capazes de sobrecarregar músculos e tendões. O quadro afeta 20% das crianças com mais de 5 anos.

Fonte: “O que é a dor do crescimento?” – Cida de Oliveira – Revista Crescer

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BRONQUIOLITE

Depois de passar uma semana com o Alexandre internado e com o Filipe doente em casa, estamos nos preparando para enfrentar o frio que vem por aí. Achei interessante a colocação dos médicos no hospital que estão espantados com a quantidade de casos de bronquiolite, sendo que o inverno nem chegou ainda. Este artigo fala sobre a doença, como reconhecê-la e tratamento.
Nas estações frias é interessante falar algo sobre uma doença muito comum, a bronquiolite! Gostaríamos de chamar a atenção de todos, pois existe uma máxima de que toda bronquiolite tem que ser internada para tratamento em UTI. Isso não acontece. Porém quanto menor a criança, maior o risco.

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A bronquiolite é uma doença, que se caracteriza por uma obstrução inflamatória dos bronquíolos ( pequenas vias aéreas). Geralmente é causada por uma infecção viral e afeta principalmente crianças até 2 anos de idade. Assim como a bronquite, a bronquiolite também é uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses de outono e inverno.
A obstrução bronquiolar origina-se do espessamento das paredes bronquiolares e por tampões de muco e detritos celulares. A obstrução parcial dos bronquíolos pode acarretar aprisionamento de ar (hiperinsulflação) e se a obstrução for completa, atelectasia (colapso pulmonar).
• Causas
Dentre as várias causas da bronquiolite estão: danos pela inalação de poeira; fogo; gases tóxicos; cocaína; tabagismo; reações induzidas por medicações; infecções respiratórias.
O vírus sincicial (VSR) é o principal responsável, embora outros, como o parainfluenza e o adenovírus possam ser ,também, causadores. O VSR pode causar infecção no nariz, garganta, traquéia, bronquíolos e pulmão, sendo que os sintomas são leves como os da gripe em adultos e crianças maiores, já nas crianças com menos de 1 ano, o VSR pode causar pneumonia ou uma infecção freqüente na infância, a bronquiolite.
O VSR é muito contagioso e se dissemina de pessoa a pessoa, por meio do contato das secreções contaminadas do doente com os olhos, nariz, boca do indivíduo sadio. O doente, ao levar sua mão à boca, nariz ou olhos, acaba contaminando as suas mãos e, ao tocar em outra pessoa, a doença se espalha.
O indivíduo sadio também pode se infectar ao respira num ambiente onde um doente, ao tossir, falar ou espirrar, deixou gotículas contaminadas com o vírus disperso no ar.
Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença são: ter menos de 6 meses de idade; exposição a fumaça de cigarro; viver em ambientes com muitas pessoas; criança que não foi amamentada pela pela mãe ou é prematura.
• Sintomas
Os sintomas mais comuns são: tosse intensa; febre baixa; irritabilidade; diminuição do apetite; taquicardia (freqüência cardíaca acima do normal); freqüência respiratória superior a 60, vômito ( em crianças pequenas); dor de ouvido (nas crianças); conjuntivite (olhos avermelhados); batimento da asa do nariz (abrindo e fechando) que ocorre em situações de dificuldade respiratória e cianose ( coloração azulada da pele que costuma aparecer em torno da boca e na ponta dos dedos).
O diagnóstico é feito através do exame do paciente, dos sintomas referidos por ele ou pelos pais. A radiografia do tórax poderá ajudar. Existe um exame da secreção do nariz ou dos pulmões, que pode confirmar o VSR. O hemograma não trás contribuição para o diagnóstico, a não ser que ocorra infecção bacteriana secundária.
• O tratamento
A advertência de Reynolds é permitida: “Em conseqüência da dificuldade em distinguir-se nitidamente a bronquiolite de outras doenças, como a broncopneumonia e asma, não é permitido ser dogmático a respeito do tratamento”
A administração de oxigênio é necessária, exceto em casos muito leves.
É bastante controvertido o uso de antibióticos, uma vez que se trata de uma doença causada principalmente por vírus. Por outro lado, como a broncopneumonia confunde-se facilmente com a bronquiolite, alguns autores aconselham antibióticos de largo espectro.
Broncodilatadores (adrenalina, isoproterenol, aminofilina, salbutamol e outros) podem facilitar a entrada e saída de ar nos pulmões.
Corticoesteróides (antiinflamatórios) embora muito empregado por alguns, não mostram vantagens em alguns estudos feitos. Em casos graves seu uso é admitido.
Nos casos graves em que a criança faz apnéia (parada respiratória), é possível superá-la mantendo-a com ventilação mecânica, através de tubos endotraqueal por algum tempo. Essa é uma das funções do fisioterapeuta, que também poderá fazer manobras de higiene brônquica (exceto tapotagens, pois pode aumentar a obstrução das vias aéreas) para ajudar a fluidificar e eliminar secreções, ensinar e fazer técnicas para melhorar a ventilação e eliminação de secreções, quando o paciente não for criança.
Normalmente, os sintomas da doença desaparecem dentro de uma semana e a dificuldade em respirar melhora no terceiro dia.
Contudo, um grande número de crianças, depois de uma provável crise de bronquiolite por VSR, continuam com chiado no peito intermitentemente assim como ocorre na asma. Esta é chamada de sibilância recorrente pós bronquiolite. È uma situação problemática que necessita do manejo criterioso do médico.
A prevenção baseia- se em; evitar contato com as pessoas doentes e lavar as mãos freqüentemente são importantes.
As crianças que freqüentam creches possuem maior risco devido ao contato com outras crianças.
Fonte: http://www.pediatriaemfoco.com.br
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